14.5.08

Pode ser falta de látex...

Tudo bem se você come ostra.
Tudo bem se você come ova de peixe.
Até tudo bem se você come caramujo.
Mas comer material escolar não é uma boa idéia.

Beber uma colinha ou comer papel uma vez ou outra, quando se esta na primeira série é até aceitável. Eu não acredito que uma criança que tome cola na infância possa vir a desenvolver uma dependência do produto só por causa do nome. E o máximo que poderia acontecer é colar uma paredezinha aqui ou ali do intestino. Indo além dos rumos racionais permitidos e pensando como Paul Rabit, vulgo Paulo Coelho, esses resíduos de cola e papel, poderiam até ir pra um lugar mágico junto com a areia, e todas as porcarias que você já colocou na boca quando era uma “criança infantil”. Ou seja, o que não mata, engorda. Às vezes eu acho que por ser algo inocente, o infante é perdoado por deus (?) e adquiri uma defesa ultra-para-coisas-estranhas que caiam no seu intestinozinho. Bom, tem também os (muitos) crescidinhos que continuam a comer coisas estranhas sem inocência alguma... mas isso não vem ao caso.
Entretanto, quando você vira uma “pessoa humana” é normal pensar um pouco antes de comer algo que não é próprio para o consumo. Entenda que eu me refiro ao verbo comer, literalmente.
O caso é que meu irmão já era pra pensar um pouco.
E, ele continua comendo borrachas.
Sim, ele come, mastiga, sei lá que diabo ele faz com todas as borrachas ao seu alcance.
Eu sei que já comprei muita borracha esse mês.E, pelo menos quando estou acordada, nunca me peguei mordendo as minhas borrachas.
Já o meu irmão...
Ele sempre culpa a Lilíca, aliás, típico. No começo eu até acreditava porque eu a vi com uma borracha na boca. Foi incrível, a cadela pegou uma borracha inteirinha, e de repente, eu presenciei uma reprodução assexuada quase que intantânea. Em dez segundos tinha borrachinhas pelo piso todo. Devia ter filmado e mandado pro National Geographic. Minha mãe que adorou essa força da natureza.

Mas agora, eu sei que é meu irmão que anda comendo ou mordendo as minhas borrachas. Ontem eu abri o estojo no colégio e me deparei com uma mordida bem no meio da infeliz!
É, uma arcada dentária humana, antes que você pergunte.
Não sei o que acontece, se falta látex dentro de alguma célula diferenciada dele, ou se é pra chamar atenção.

Enfim, hoje eu resolvi perguntar o porquê dele fazer aquilo, e ainda aproveitei pra afirmar que ele tinha problema.
Ele só me respondeu em alto e bom som, o seguinte:
- Mas gê,eu não como borracha.
E completou..
- Eu como só lápis...


Meu irmão é uma incógnita,e eu desisto.

5.5.08

Crônices.


Voltei.
Não. Acalme-se. Não há necessidade de euforia, caro amigo.
A vida anda corrida demais,ou seja,ela não 'anda' ela 'corre'.E a minha grande paixão não me deixa postar no blog.
Oh! Vida!


Ok,ok,é sim só o vestibular,é que 'paixão' era pra dar um ar mais romântico ao texto. Pra fazer um draminha maior,se é que você me entende.


Bom,mas venho narrar um ocorrido.

Semana passada,por volta das vinte horas, depois de um árduo dia de capinação sobre logs e revoluções.

Chovia bastante. Eu saí do Anglo, desci a rua e fui pro ponto [o de ônibus, século vinte e um, mas as reputações ainda devem ser prezadas] cheguei,e me posicionei embaixo daquele lindo e exuberante toldo azul com um magnífico emblema da prefeitura, o qual como você pode imaginar, estava abarrotado com dois milhões de pessoas tentando inutilmente se proteger da chuva.

Fechei o guarda-chuva florido da minha mãe e fiquei olhando a água cair no asfalto, uma coisa linda de se observar, acredite.E junto a esse ato angelical, escutava a doce sinfonia dos dois milhões chupando suas respectivas corizas, tão agradável.

Uma linda senhora, vestindo um casaco azul-calcinha e uma calça azul escura,com o seu guarda-chuva, cutuca a outra gordinha da frente.

- Neeeeide!

Ela se vira,e abre o sorriso de quem ganhou 0,50 centavos na raspadinha.

- Ah, você aqui, mulher! [Não, eu achei que fosse uma ilusão óptica causada pela luz refletida na água asfalto.]

- É, quanto tempo! Ah, menina eu precisava te contar uma coisa, lá da igreja,sabe...[tudo o que faltava pra completar o meu dia!]É que lançou um filme sobre Lutero, nossa, maravilhoso! Porque você sabe, Deus [ momento: ‘apontando para o toldo azul com o indicador e a amiga olhando-o’] quando quer falar com a gente, vem de todas as maneiras! até usando tudo essas ‘modernidade’! [momento: dá uma batida no ombro da Neide, acompanhada de uma risada toda esperançosa.]

-(Neide com sorriso-amarelo):ah,que legal,e...

[sim,ela interrompe]- Nossa, meu filho que ta lá nos ESTADOS UNIDOS saiu do cinema e ligou dizendo pra “mim” assisti! [entenda,todos os dois milhões deviam saber que seu filho estava no grande império do ocidente] Sabe, né, ele disse que é lindo, por que assim, se o MEU filho falou que é bom,é porque é mesmo.[ele deve ser um grande crítico do New York Times,ou sei lá,deve ter um sobrenome: Kubrick.]. Ah! e quando for assistir pegue um papel e uma caneta...

(Neide)- Papel e caneta? [não,uma geladeira e um guardanapo.]

- É que no filme ele explica muito sobre a bíblia, não essa coisa que a igreja católica faz, ele explica um jeito de você interpretar e retirar o que o verdadeiro tradutor quis dizer, quer dizer, o que nosso grande deus quis dizer!
[pronto, pronto, pronto. Palmas, aprendeu a “interpretar” a bíblia do jeito que DEUS supostamente escreveu ou mandou por e-mail, enfim não importa. Ela finalmente desvendou todas as incógnitas do grande livro sagrado! Sozinha! Isso só com um filme.Como eu pude dormir tranqüila até hoje sem assitir essa grande maravilha do cinema?]

continuando...[sim,ela estava disposta a persuadi-la!

- Não,porque quando Deus [momento indicando o toldo azul novamente] escreveu nossa sagrada leitura, ele queria nos informar sobre tudo, passar sobre as coisas difíceis,viver...

[neide]:eu concordo.

Então uma grande luz branca pairou em volta de sua cabeça,a visão de todos foi ofuscada,e se ouviu um tintilar divino espiritual.Deus na condescendência de sua extrema bondade finalmente se revelou à ela.


Ah,essas conversas de ponto de ônibus...com toda a certeza são as que rendem as melhores histórias,sei lá,são quase crônicas reais,uma beleza.

até a minha próxima trégua daquele que me prende.

Vale!

16.3.08

irmãozinho.





Odiar.
Meu irmão me odeia.
E eu o ajudo em seu sentimento tão belo.
[fato – ódio]
Minha mãe odeia as minhas músicas.

Eis que em nosso computador, só existe as minhas músicas.
Meu irmão é acéfalo o bastante para não baixar nenhuma do gosto dele, até porque seria uma benção da natureza ele ter um gosto próprio. E eu agradeço por isso.
Ele tem 8 anos [eu acho] e joga tíbia, viciadamente.
Tíbia não faz barulho, ou faz, mas ele ainda não descobriu, graças a deus.
Eu odeio esse jogo, ele odeia o meu blog /msn /orkut.
Mas como infelizmente [por questões não informadas à janaina] o computador fica no quarto dele.
No meu dia, eu uso e escuto música enquanto isso, e ele é obrigado a ouvir também, se quiser freqüentar o próprio quarto.
Acontece que ele começou a escutá-las, e a gostar.
Para o azar da minha mãe, o que era apenas dia-sim/dia-não tornou-se algo apurrinhante todos os dias. Ah! Ele "canta" também, vale lembrar.
Suas bandas preferidas são ‘Offspring, Matanza, MxPx, Weezer, GREEN DAY, e Bowling for Soup’. Green day ele escuta a todo momento [antigas],e até pediu mais músicas pra mim.
O orgulho da irmã!

Minha mãe fica puta da vida. Eu só ouço seus gritos “EU NÃO AGÜENTO MAIS ISSO”
Mas ele agüenta.

Não acabou.
Nessa cidade, mais precisamente neste bairro, tem MUITO evangélico.
Seus respectivos filhos são todos amigos do meu irmão.
Eles vêm jogar videogame aqui... hehehe.
Bom, meu amado leitor, você já deve ter notado o que está acontecendo.

Eis que todos os filhinhos de Deus, aqui da minha rua, estão cantando ‘matanza’ a torto e a direito. Hoje eu estava ali fora, e de repente um deles passa cantando: “Pleeeno festivaaal mulheraaada carnaaaval, e eu aquiii com uma garrafa já no fiiiim”
E a mãe dele : “muleque isso é coisa de cantar,onde vocês aprende essas coisas do "satã"?” háháhá [detalhe: ela canta lá na igreja deles]
O menino abaixa a cabeça e continua andando e solfejando “o último bar”.

Minha mãe falou pro Matheus parar de ouvir “as coisas” quando os amigos dele estiverem aqui. Bom, meu irmão é chato/ignorante o bastante pra falar que se quiserem, eles que não venham jogar vídeo-game então.
Na verdade, ele gosta muito de contrariar a minha mãe.
Depois disso,sempre que eles vêm aqui,meu irmão que estava ouvindo Nando Reis ou Los Hermanos, muda pra Matanza ou Cueio Limão.
E eu acho o máximo.
Eu já disse a ele, que isso é a única coisa que faz eu ter certeza de que ele não foi encontrado em algum lugar.

Minha mãe insiste em sua desastrosa busca de tentar fazer eu e meu irmão ouvir sertanejo...
Queria eu ter crescido ouvindo Teatro Mágico ou Fountains of Wayne!
vale!

9.3.08

dance,just.




Baseado em fatos reais.

-
Minha família o conhece desde os tempos mais remotos, naquela cidade no interior do Paraná onde foram criados.
Negro, olhos grandes, faz de tudo pra agradas qualquer um, “gente fina” como meu diria meu pai. Mudou-se para São Paulo antes de nos mudarmos. E desde que moramos aqui, é seu costume freqüentar nossa casa e tomar a costumeira cerveja com o meu pai.
Tinha quatro filhos do primeiro casamento, mas uma morreu.
Ela é branca, loira, e acima do peso. Não é bonita, não é simpática.E para ser sincera, eu caracterizá-la-ia como dissimulada. Mais velha. E vale lembrar que ela odeia profundamente os filhos dele.
Eu acredito que ela tenha ciúmes, mas seu argumento, é que o contrário.
Eles não são casados, só se ajuntaram.
Ela fala mal da família dele, e ele fica em silêncio.

Ela é brigada com a irmã dele, mas ontem foi no aniversário da filha da cunhada.
Até ontem eu não sabia porque cargas d'água eles estavam juntos com tanta discrepância na vida.
E é ai que eu queria chegar.
Na festa de ontem, como de praxe, ela criticou tudo e todos que estavam lá, como se ela pudesse fazer muito melhor.
Eles dançaram, nós dançamos, todos dançaram.

Em um determinado momento da festa, quando tocava sertanejo ou forró, [não sei diferenciar essas coisas] o dj chamou: “Estão mandando essa para o Reinaldo e a Sônia”.
Eles estavam sentados na mesma mesa que nós.
Então se olharam, levantaram-se e foram para a pista. Como se tivessem deixado cair um tapete vermelho somente para os dois percorrerem aquele pequeno caminho.

Então o dj soltou a música, não era a melhor [longe disso], mas não faz diferença agora.
Começaram a dançar, e todo mundo percebeu a sintonia que o casal se encontrava, o globo de luz salpicava cor neles, e eles riam, e a cena ficava vermelha, ficava azul, amarela, e se perdia em cores, em risos, em ritmo, em dança.
Eles dançavam como se ninguém estivessem ali, como se sabão tivesse escorrido pelo piso. Como se tivessem rodas nos pés e grafite nas juntas.
Dançavam como eu nunca vi ninguém dançar.
E o curto tempo da música não acabava, ganhavam espaço no salão e ganhavam ritmo. Ganhavam luz e emitiam mais ainda.
As brigas de família, as mentiras e falsidades, a própria família ali não existia, não passavam de meros figurantes de uma cena exuberante cujos protagonistas eram os dois.
Rodavam mais que todos, ele segurava a mão dela e a cintura, ela retribuía o gesto.
Retribuía o sorriso.
E de novo, dançaram como eu nunca vi ninguém dançar.
Então eu pude entender, sem palavras, sem fotos e sem explicação o porquê deles estarem juntos.
De se encaixarem com tanta sintonia.
-

E ali dançaram tanta dança que a vizinhança toda despertou
E foi tanta felicidade que toda a cidade enfim se iluminou
E foram tantos beijos loucos
Tantos gritos roucos como não se ouvia mais
Que o mundo compreendeu
E o dia amanheceu
Em paz
de morares,e buarque.





Vale!

4.3.08

Pseudo relacionamento.



Hoje o professor de redação mandou que fizéssemos uma redação descritiva, sobre o nosso primeiro namorado (a).
Só há um problema.
Eu nunca namorei.
Salvo namoricos de criança, meu maior relacionamento durou por volta de uma semana.
Sempre quando alguma coisa está quase dando certo, algo acontece.
Então eu perguntei para o professor, o que fazer?
[acredite, eu não era a única no cursinho sem ter namorado.]

A resposta foi simples, clara e ao mesmo tempo difícil.
Super paradoxal.
Mas não são nos paradoxos que a verdade se encontra?
[deixa pra lá]

Professor : “Ora,então idealize um primeiro namorado.”
Ele podia ter pedido para que descrevêssemos um amigo, ou uma pessoa que gostássemos, sei lá. Idealizar por mais fácil que pareça, sempre faltará a pontinha de verdade.
[deve ser por isso que se chama “idealizar”.]
Então,eu resolvi abusar.
É uma idealização, certo?

É obrigatório numa boa descrição, características não só físicas como psicológicas também. Adjetivos, substantivos, verbos de ação, verbos de estado e é claro, quase que obrigatório, as figuras de linguagem!

Não vou colocar a redação como será aqui.

Vou só “idealizar” o relacionamento.
Perfeito.
Diga-se de passagem.

Se for pra caracterizar um homem, primeiro e essencial, tem que ser "homem".
“Bonito.” O professor não quer a realidade, se quisesse, essa palavra viria com observações. Muitas delas.
Então, para o meu amado colega que me lê deitar a cabeça no travesseiro e dormir tranqüilo, deixarei mais claro e específico.
“Bonito do meu gosto.” Vê como essas 10 letrinhas mudam tudo?
O meu gosto não é o caso. E é complexo, nem eu sei direito.
Tenho que usar metáforas/comparações/sinestesia, um monte de palavra legal que a gente aprende na gramática e por fim esquecemos depois do vestibular.
“Cabelo negro como a asa da graúna.”
Gosto de cabelos escuros, dos claros também, mas é que graúna não da pra comparar com um loirinho-alemão. Até daria, mas não ia se encaixar muito bem. Melhor não englobar questões muito filosóficas na descrição.
“Os olhos acompanharam fielmente o tom de seu cabelo.”
Bem, se você não entendeu, o dito-cujo tem olhos pretos. Bem pretos.
Olhos claros são lindos, maravilhosos, mas eu tenho que me preocupar um pouco com as minhas palavras.
“A pele clara amanhece antes do nascer do sol, e nunca se põe.”
Tenho que aprender a usar a sinestesia.
“Sempre se preocupou com a aparência. Mais em questões de higiene e modo de se por, do que metrossexualismo.”
Nada contra, mas o meu idealizado é homem total, não tem tempo pra essas coisas, não.
“É calmo, paciente, carinhoso, fiel e tem o ciúme controlado. E quando precisa, não é nada disso,mas sabe sê-lo como ninguém.Não extrapola em nada, é quase um balança de sentimentos-ações em pessoa.”
Resumindo, não existe.

Talvez eu ainda cite no rodapé [isso não existe na descrição,só no blog] fatos que eu gosto de lembrar.
“Ele não usa sunga, ele acha abominável a idéia de vestir uma regata, chinelos são para ficar em casa, a tampa do vaso, bom... é a tampa do vaso, foda-se ela. Ele é macho”
“Mas ele não é machista.”
“Ele compra Coca-Cola junto com a cerveja, e ele vê filme depois do futebol no domingo.”
“Ele não chama pra ir à igreja, porque ele já passou da fase de acreditar num livro.”
“Ele não pede pra usar uma argola de segurar tonto no dedo, porque ele já passou da fase de provação a sociedade, além de acreditar num relacionamento que dure.”
“Ele é inteligente o bastante para conversar uma tarde inteira sobre tudo, mesmo não entendendo quase de nada. Ele sabe conversar”
“Ele tem uma simpatia que nutre a falta dela em mim, mas ele não é muito simpático de fato, as pessoas simpáticas demais tende a monotonia.”
“Ele não tem tantos princípios.”
“E ele vê benefícios no capitalismo, e gosta de latim.”
“Ele me ama.”
“Ele morreu.”
Sim. Eu sei, não sou nada trágica, mas não tem como sentir falta de algo que nunca existiu
...ai,tá eu já estou com saudades.
Droga de redação.
[os verbos deveriam estar no passado, porque na teoria o relacionamento já aconteceu.]
Na realidade, nunca acontecerá, mas que é divertido fazer isso, é.

Por um lado, não existir uma pessoa assim é até bom, se existisse você discutiria o que com ela?!





Vale!

25.2.08

Estudar ou estudar?



É incrível como eu sempre fico em dúvida entre duas coisas. Sempre. Pode ter um milhão de mil de coisas diferentes pra escolher, e serão sempre entre duas benditas que pararei.Vermelho ou azul? Flickr ou flog? Leite frio ou quente? Direito ou jornalismo?
São só algumas.
Sim, eu sei que isso é normal, entre as mulheres principalmente. Mas se existiu alguma fila num pré-mundo para distribuir dúvidas, eu passei pelo menos umas três ou quatro vezes.
Resultado eu sou a personificação da dúvida. Sem sombra de dúvidas.
Aliás, na minha vida, a ÚNICA coisa que eu não tenho dúvida, é que eu as tenho.
E não é exagero.
Esse final de semana eu tive que escolher.
Foi inédito sabe?
Entre duas coisas.
Faculdade ou cursinho.
Em um momento eu queria continuar com a faculdade, mesmo sendo particular ela é conceituada na região, e direito não é algo que o diploma "fale" muito como jornalismo, o qual eu queria. Você faz o concurso e beleza, depois de aprovado, ninguém quer ver se você fez na FADITU ou na USP. Entretanto, eu sempre estudei pra tentar um federal ou estadual, eu cresci ouvindo dos meus pais que as faculdades particulares são uma merda, eu vi o preconceito que as pessoas nutrem em relação a isso.
Depois de terminar o terceirão, eu prestei apenas para duas estaduais, e não passei. Sim eu posso até ser um pouco inteligente, mas eu fui relaxada o suficiente pra não por as mãos nos cadernos e/ou apostilas do colégio.
Ah, pra variar a internet foi interessante o ano passado, não devia, mas foi. E outra, vai que o espírito santo baixasse em mim e eu passasse na UNESP sem estudar?!
Enfim, ele não baixou.
Uma pena, convenhamos.
Optei pelo cursinho, após lutas e lutas, crises de asma na prova, chuvas, e brigas com genitores, eu consegui a quase-bolsa lá.
O blog ficará um pouquinho abandonado [só um pouquinho], por uma força mor, é claro. E eu não sei o que eu vou escrever aqui, porque pelo visto a única coisa que eu vou fazer da minha vida é estudar e estudar, às vezes eu vou estudar também.
E quando eu cansar, eu estudo pra descansar.
Vou exemplificar, imaginem eu a condenada, e o vestibular a guilhotina.
Ótimo. Eu também achei.
Se quiserem eu posso postar fórmulas, teorias e bibliografias. Ah claro, têm as datas também, adoro as datas!



Vale!

24.2.08

Mais!



Agora que eu tenho uma chance a mais.
Eu quero mais.

Dessa vez eu quero fazer melhor do que eu poderia pensar em fazer.
Quero mais pessoas pra falar,
e mais ainda pra escutar.

Quero mais fotos coloridas na minha câmera,
e mais lugares coloridos para estar,

Quero mais música no meu quarto,
e mais notas no meu violão.

Quero uma bateria de sons agradáveis,
e uma avalanche de luzes coloridas.

Um céu azul com nuvens em forma de algodão,
uma grama verde e baixa,
um parque colorido,
um escorregador
vermelho vivo.

Quero ver a minha infância refletindo na minha frente,
mesmo que esta tenha acontecido ontem.

Eu quero rir mais com pessoas,
eu quero acima de tudo,
ver as pessoas rindo!

Quero lembrar que um dia eu não precisei do que hoje eu preciso,
quero esquecer os supérfluos só dessa vez,
quero alguém do meu lado,
alguém de verdade.

Eu quero estar quando você precisar,
E que você esteja um dia
quando eu precisar.

Acima de tudo, eu quero mais presença,
Quando ambos não precisarem.



Vale!